Porque Sim

Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Tenho estado para aqui a pensar, sobre o que haveria de escrever hoje, se vou saltando um pouco as minhas memórias, se rejubilo com o grande feito de Nelson Évora, se escrevo sobre a minha indignação perante a atitude de certos "machos" que mais não são que uns cobardolas de merda, que sentem prazer em destruir a vida de uma mulher sobre vários aspectos que, decidi agora, não vou hoje debruçar-me ficando este tema para outro dia, pois para se analisar temas polémicos, a cabeça deve estar um pouco fria, ou corre-se o risco de não haver discernimento para explanar o assunto. Assim vou abrir um pouco mais o meu livro de memórias.

Cresci num ambiente católico e pratiquei durante muito tempo, fiz parte do coro da Igreja, fui catequista, lia com regularidade nas missas de Domingo e frequentei muitos cursos sobre temas religiosos.

Por um lado, foi bom pois cresci com principios, valores e regras, por outro lado, não foi tão bom, pois levei demasiado a sério certos assuntos.

Tinha 20anos e uma das minhas amigas estava a atravessar um momento da sua vida muito dificil,  pois não tinha apoio de ninguém a nivel familiar, apaixonou-se pela pessoa errada e sentiu que estava a ir pelo caminho errado, pediu ajuda à mãe,à tia e toda a gente fechou a porta, eu apercebi-me desta situação, e pensei... vieste de um curso que te ensinou a ajudar os outros, porque não ajudá-la ? Mas naquela altura eu era tão timida que achei que se me metesse onde não era chamada, podia ser escorraçada por ela, até porque podia eventualmente não estar devidamente preparada para a aconselhar, como tal fiquei no meu canto e entrei em desespero pois tinha falhado em toda a linha. Fiquei com uma depressão e durante dois anos estive em tratamento no Hospital Júlio de Matos.

Mais tarde já curada e com a aprendizagem que me deu esta experiência, namorei, casei e verifiquei com o tempo o quanto aquela lavagem ao cérebro de sermos assim e não fazermos assado, me estava a limitar na minha vida mais intima. Para mim o sexo com o meu marido não deixava de ser pecado, e então não me soltava, não me libertava,ou melhor não gozava.

Felizmente que aos poucos cheguei à conclusão que a minha intimidade, para mais com o meu marido pertence-me,e não creio que Deus, algum dia possa ter dito que o facto de querermos ser felizes e partilharmos tudo com alguém que amamos possa ser pecado. Deus até disse:" Crescei e Multiplicai-vos".

Eu uma crente até à medula, de repente verifico que o meu idolo: a Igreja, tinha pés de barro pois afinal, descubro, pedófilos, padres com filhos, e não me interessa prosseguir.

A partir de agora, ninguém absolutamente ninguém, me pode tirar a Fé que tenho num Ser superior, mas acreditar na instituição Igreja... que Deus me perdoe, mas deixei de acreditar nela.

Até amanhã.

sinto-me: enganada
publicado por alzirota às 17:37

De Anónimo a 1 de Setembro de 2008 às 16:46


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