Porque Sim

Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

Quando se é pobre, não se pode ambicionar grandes feitos ou comemorações.

Tanto mais que como me portei mal, para com Deus e os homens, a minha avó decidiu que me pagava a boda em conjunto com a minha madrinha de casamento que também era minha tia e madrinha de baptizado, pois os meus pais não tinham posses para tal, bem como eu ainda não trabalhava e o meu futuro marido, não estava em melhores condições financeiras.

Mas eu tinha era de casar, pois era um escândalo estar solteira e grávida.

Case-se a rapariga e pronto, a afronta já era um mal menor.

Os convidados foram a familia mais chegada e os padrinhos de casamento. Ninguém mais. Ao todo catorze pessoas.

Casei com um vestido curto pois achei que perante o pecado que cometera, qual Eva, não merecia ir de outra forma, quando o escolhi  foi o mais barato que apareceu, também para quê gastar dinheiro, que até não tinha, por um fato que seria usado apenas por algumas horas? A barriga crescia e o fato, pum ,deixava de servir.

O meu marido optou por comprar um fato amarelo. Sem dúvida fizemos um par, fantástico.

Não me senti uma esposa muito feliz, acabava-se de vez a minha liberdade e partia para um futuro incerto e perante a gravidez inesperada, o aumento de uma responsabilidade para a qual não me sentia preparada.

Mas o meu dia de casamento que foi a 25 de Maio, não deixou de ser um dia bem disposto, o padrinho de casamento do meu marido e o amigo que o acompanhou, também foram os únicos convidados do lado do meu marido,era uma pessoa muito bem disposta e não houve ninguém que não se tivesse divertido.

Pela noite decidimos ir até à festa de Meca que decorria naquela altura, 10 pessoas dentro de um carro de 5 lugares, 10 não, 11 pois eu já tinha uma barriguinha, saliente.

Não nos agradou e não sei como, acabamos na Marisqueira em Vila Franca, foi melhor todo este tipo de loucura, de todo inesperado, do que se tivessemos preparado qualquer coisa.

Quando fomos para a cama que era apenas de corpo e meio, já estavamos um bocadinho para o alegre e eu sentia-me terrivelmente pesada.

No meio de toda a loucura do dia de casamento, combinamos que a nossa Lua de Mel seria no dia seguinte em Lisboa, mais concretamente, na Feira Popular.

Fantástico, tivemos de ir nos transportes públicos pois não tinhamos nem carro, nem dinheiro para o comprar.

Eu de barriga já um bocadinho para o grande, estava de cinco meses, e os pés inchados, por ali andava, apesar de tudo divertida, a poder visitar a loja que vendia livros de cordel, ou cor-de-rosa, em segunda mão, comprei uns quantos.

O nosso lanche foi 12 caracoletas grelhadas com um molho fantástico. O que não foi fantástico foi o preço que pediram no fim de tudo.

Apesar de tudo, Deus esteve connosco é que nesse Domingo, caíu uma trovoada enorme, aqui para os nossos lados, e em Lisboa, estava um sol radioso e até calor.

Lá voltamos no final do dia para casa, cansados, mas bem dispostos.

A minha segunda noite de casada foi bem melhor que a primeira. infelizmente quando estava a desfrutar de o facto de ter o homem que amava ao meu lado, ele teve de ir trabalhar no dia seguinte.

Vida de pobre assim obriga.

 

 

sinto-me: romântica
publicado por alzirota às 18:27

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