Porque Sim

Sábado, 25 de Outubro de 2008

Bom aqui estou depois de uns dias sem escrever.

A culpa é dos jogos internacionais das equipas portuguesas, para a Liga dos Campeões e para a Taça Uefa.

Confesso, fiquei feliz com a derrota do Porto, é que antes, não gostava do Porto, porque não gostava do Presidente, agora odeio o Porto porque também não gosto do Treinador. Arrogante e convencido.  

Fiquei feliz com as vitórias do Braga e do Sporting e razoavelmnte feliz com o empate do Benfica.

Ontem pretendia escrever no Blog, tive um ataque de estupidez, e não consegui entrar no computador. É que o meu filho tem uma palavra passe e achei que uma das letras se escrevia com maiúscula. Enfim...burrices.

Hoje irei escrever sobre o meu avô, da parte do meu pai.

Tenho muita pena de pouco ou nada saber sobre a sua vida, mas terei de fazer alguma pesquisa mais aprofundada.

Presumo, que a sua vida deve ter sido muito rica, tanto para o bem como para o mal.

Sei que foi um grande lutador contra o antigo regime e esteve preso algumas vezes, algumas delas com Álvaro Cunhal e Mário Soares.

Era um comunista ferrenho e convicto.

Chegou a ser torturado e esteve preso nas piores prisões da altura. Tarrafal, Peniche e provavelmente outras que não sei o nome.

A verdade é que o facto de quase toda a sua vida ser passada a fugir com receio de ser preso e não conseguir criar raizes marcou-o definitivamente.

Quando foi o 25 de Abril, a sua alegria foi imensa e deve ter pensado que os maus seriam trucidados e enviados também para o Tarrafal.

O meu avô nunca perdoou quem pudesse estar ligado ao antigo regime.

Um dia decidiu visitar-nos e a sua ideia foi tentar perceber como estavam as coisas a correr por aqui, se fulano ainda tinha alguma relevância, verificar se as ruas mantinham os mesmos nomes. Enfim, creio que o meu avô decidiu dar uma de Pide.  (para quem não saiba Pide foi a policia secreta do governo de Salazar e Américo Tomás).

Senti-me incomodada com a sua atitude, barafustou, e num acto de loucura arrancou uma placa toponimica numa rua só porque tinha o nome de um senhor que durante anos tinha sido Presidente de Junta nos tempos de Salazar e Américo Tomás.

Achei que o meu avô estava possesso e desorientado.

Passado não muitos anos do 25 de Abril o meu avô estava desiludido com o rumo dos acontecimentos, para ele o comunismo devia de imperar e não deveria de ter havido contemplações para ninguém.

Refugiou-se na bebida e não aprendeu nunca a viver em liberdade e democracia.

Numa noite, faleceu num acidente de viação.

Que ironia, uma vida descontrolada, a sua morte não poderia ser de outra forma a perca do controle do carro e espetar-se de encontro a um poste.

Nunca tive a chance de conviver com ele como qualquer neta e avô.

 

 

 

sinto-me: Um pouco triste
publicado por alzirota às 21:55

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