Porque Sim

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

 

 

Prosseguindo nas minhas memórias que penso provocar algum sorriso nas pessoas, decidi escrever sobre a forma como conquistei o meu marido.

Como escrevi na minha segunda crónica do blog, os livros cor de rosa escritos pela Corin Tellado, além de me fazerem sonhar, não deixavam de me ensinar alguma coisa.

Conheci o meu marido num desses bailes que se realizavam na minha juventude,funcionando como mola de conhecimento com outros jovens de outras localidades, no fundo, como não havia ainda as discotecas, era assim que as coisas funcionavam.

O meu marido nessa altura, e ainda hoje, era o que se chamava um "pão", e eu era o que se chamava um trinca espinhas, de maneira

que ele não reparou na altura, que eu existia.

Confesso que também não sei o que me levou àquele baile, eu até que nem gostava de bailes, mas assim que os nosso olhos se cruzaram senti uma seta a atravessar o meu coração e pronto, a minha cabeça nunca mais parou de pensar: como hei-de conquistá-lo?

Diziam-me que ele era um engatatão e que eu nem tinha unhas para arranhá-lo,mas eu já estava a elaborar um plano.

Tinha lido não à muito tempo, um livro da Corin Tellado, em que

a história era um pouco igual, o homem era uma beleza e ela um

patinho feio, o certo é que no final o patinho feio conquistou

o coração do cisne, então pensei…ora, se ela conseguiu, porque

não hei-de conseguir também ? Passei à prática.

Na primeira vez que me procurou… encontrou-me e fui abrindo aos

poucos o meu livro. Quando senti que ele estava a ficar convencido que me tinha conquistado… eu deixei de aparecer.

Desorientou-se e mandava recados por este, por aquele, um dia surgi à sua frente como se nada se tivesse passado.

Então, se não tínhamos qualquer compromisso, porque é que eu haveria de estar disponível para ele ao fim-de – semana?

Estou casada há vinte e três anos e cada dia que passa estou mais apaixonada.

Terror de te amar
 
Terror de te amar num sítio tao frágil como o mundo
Mal de te amar neste lugar de imperfeiçao
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa
Sophia de Mello Breyner Andresen
 
1975

 

sinto-me: apaixonada
publicado por alzirota às 18:41

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