Porque Sim

Sexta-feira, 02 de Janeiro de 2009

No dia 25 de Dezembro, escrevi que o dia 24 tinha sido quase perfeito, desta vez escrevo que maior azar e azelhice que o dia 31 de Dezembro, não deve ser possivel.

Trabalhei imenso, mas nada me saiu bem a não ser o Bacalhau Espiritual, valha-me isso.

Mas, dias não são dias e portanto, levantar o astral e siga a dança.

Decidi criar outro blog desta vez no google, o título é Nem Sempre, Nem Nunca.

A minha intenção com este novo blog é descarregar as minhas frustações, quer politicas, quer dos temas que dominam por vezes a opinião pública, já que decidi que este blog serve para desabafar o meu outro lado, mais intimo e sentimental.

Como já escrevi num outro post, gosto muito de ver o canal Travel, pelas paisagens, pelos usos e costumes, bem como pelas tradições.

Num destes dias, estava no sofá a olhar para a televisão, mas um pouco alheada, sinceramente, penso que deveria de estar na Lua a flutuar no meio do nada, mas de repente, despertou-me a atenção o programa que estava a passar, o narrador deslocou-se até uma aldeia remota, para os lados do Chile ou Peru, mais concretamente, à procura de uma geração de descendentes quechuas, que pelo nome, dá para verificar que seguem a tradição de há muitos anos atrás.

As casas sem o conforto que as nossas têm, mesmo as piores, e praticamente não existe mobilia, comendo as pessoas no chão, ou pela lei do desenrasca.

Ali toda a gente trabalha, dos mais pequenos aos maiores, vivem sobretudo da agricultura e pastoricia.

O narrador desta série estava estarrecido com tudo aquilo.

As mulheres bem cedo levantam-se e não começam o dia sem um jogo de futebol, quem sabe senão existe para ali alguma craque, melhor que alguns da nossa praça.

Depois disso, trabalho com elas, por vezes carregam os filhos pequenos ás costas.

Mas o que me despertou a atenção e fiquei a pensar durante bastante tempo, foi quando chegou a altura de preparar a refeição, verifica-se que uma das crianças está com uma faca enorme na mão a descascar batatas, com uma destreza que por vezes nem eu a tenho.

O narrador pergunta à mãe, como é possível ela permitir que uma criança com três anos, maneje uma faca. A mãe informou que ela já sabia muito bem o que podia e não podia fazer com a mesma.

Aí o narrador, num á parte, diz que na Europa tal não seria possível.

Pois, aqui a minha massa cinzenta, decidiu pensar numa série de situações que já abordei em posts anteriores.

Hoje, leva-se os filhos á escola, a maior parte das vezes de carro. Antes, íamos sozinhos.

Ainda me lembro de deixar cair o rebuçado no chão e apanhá-lo para voltar a comer, hoje lixo porque é porcaria.

Aquelas crianças, lidam diariamente no meio de estrume, o ranho cai pelo nariz e sei lá que mais situações se vê, mas estão felizes e radiantes e acima de tudo saudáveis.

Nós não fazemos isto porque assim, não fazemos isto porque assado e olhamos para nós, para os outros e o que vemos?

Não existem sorrisos, não existe expontanidade, não existe paciência para nada e pior que tudo, não temos tempo para respirar.

Temos um ou mais computadores, um ou mais telemóveis, uma casa com tudo ou quase  tudo para nos servir, um carro, várias coisas, e mais isto e mais aquilo.

Afinal, será que temos assim tanto?

Fico feliz porque penso, que ainda temos conseguido na nossa casa, mandar tudo para as malvas e vivermos como nos sentimos bem, fico feliz porque sei que nada tenho a nivel material, mas fico feliz porque ainda tenho os afectos, os sorrisos e a minha alegria para conseguir levar para a frente a grande prisão de que é composta a nossa vida actualmente.

sinto-me: a filosofar
publicado por alzirota às 19:16

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